Deserto. Óleo. Cada palavra um romance. Alugo
prazer e frutos recolhidos
sem remorso na hora de os mastigar.
O papagaio e a noite perdem-se na noite.
Escrevo o repouso da minha cabeça em ti mesma
esperando o Sol chegar
e atravessar o janelão até ao universo de ácaros
e casebres volteados na consciência. Este sou
e a linguagem despovoada é o saboroso
filho do nosso corpo.
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