15 março 2019

shall we dance?

b

o(oh!)th.

moi

Sou a pessoa que só conhece um ou dois ministros e, por essa razão, ignorei confundi  hoje ostensivamente um deles (e logo tinha que ser aquele...) em favor de um personagem belo como um  Apolo moreno, sorridente, ao qual fiz a oferta de um lápis, enunciando uns ditos calorosos e poéticos e fluentes como um rio por entre margens de vinhas em socalcos, descendo, subindo, descendo,

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Regressámos, as 4, a rir à gargalhada (o propriamente dito - ministro - estava ocupado a sorrir partout, não se apercebeu de nada, claro, o fato sem vincos, a gravata, too sexy for a pencil).

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É provável que venha a ser despedida muito em breve, mas valeu a pena: tudo, até as 14 horas de trabalho com breve interrupção para almoço.

14 março 2019

o valor de cada letra do alfabeto e o prazer no parco Latim que aprendi,

pois fugi das aulas (a culpa foi da prof., claro):

veritas, por exemplo, sei dizê-la, na forma erudita.

"Porque vivemos numa sociedade patriarcal hierarquizada."

ensino, aprendizagem, escolaridade(s)

Defendo, cada vez mais, a importância do Renascimento na questão que "nasceu" no postal infra: por que razão/razões, frequentando um curso de licenciatura em Letras, não poderemos escolher uma disciplina de Física/História da Arte/Química/Matemática/Arquitectura/Medicina, e tudo isto, também, em sucessivas voltas de cursos de licenciatura estupidamente focados (ninguém sabe, cada vez mais, o porquê de tamanha obtusidade)

Quem julga, de facto, mais, o porquê do que está a acontecer com os currículos, tamanha a desinformação que uma licenciatura (e logo à  bolonhesa...) confere, de facto?

Conhecimento? Quando muito, informação, e parca, sempre o senti, daí ter enveredado por outras vias, tanto pelo porquê desta manutenção de tamanha obtusidade abrangente.

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(poderá perecer fácil afirmar que «- Mas podes sempre estudar sozinha!», mas sucede que não, principalmente quando a avaliação é contínua, as aulas práticas, obrigatórias, etc., e o tempo escasseia e a malta, porra, tão jovem, quer também namorar, ver cinema, ler cousas, tanto etc. para aprender)

os hackers já estavam no 'livro dos livros'.................... (provavelmente, muito certamente, antes, ainda)

De uma forma ou de outra, ou ainda de muitas outras, em tantas áreas, até aéreas, todos somos hackers.

Se atentarmos na questão daqueles que se dedicam à informática (mas são muitas, as áreas de trabalho/conhecimento), alguns com 15, ou menos anos de idade, perceberemos o que habitualmente se concretiza (após ralhetes, apreensão das máquinas, admoestações várias, prisões de curto período, you name it! : são contratados pelas agências de informação/etc., mais poderosas, sendo que não têm, sequer, muitos deles, a escolaridade que incluiu a disciplina de Informática).

São bons, magníficos, perigosos, tamanha, invariavelmente, a sua independência, em alguns casos as igualmente excelentes conexões = entre iguais, o que remete a maioria de nós para um limbo de trolarós (sorry, but facts are facts...).

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(a maioria dos excelentes programadores que conheci, até hoje, chegou à excelência all alone; um deles, por exemplo, lutou com uma máquina - percebeu rapidamente que não se tratava de alguém, mas evidentemente alguém programou o vírus, de estirpe altamente perigosa e desconhecida - esteve 3 horas a lidar com uma intrusão no website lá do sítio e, apesar de excelente na área da informática e de também não ter aprendido as bases mais elementares do ENG, na escola, mas também outside, recorreu aos seus fóruns internacionais, na net, quando algo de muito novo lhe aparecia: conseguiu!, e sei que muitos informáticos com mestrados e especializações não conseguiram, na mesma situação em sítios iguais, com profissionais para o efeito...)

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(lembrei-me de escrever este postal a propósito d'estoutro).

13 março 2019


Para o ignorante, é natural que este adjective a música de Conan Osíris, num lampejo de lucidez, como 'desconcertante'. De facto, é. Para o crítico, a personalidade do Tiago consegue ainda ser mais desconcertante, na medida em que o Tiago não colhe, certamente, a simpatia de uma elite que pensa a música. Para mim, nada de anormal. Essa elite, burra e enciclopédica, só pode minimizar, historicamente, o impacto do Osíris. É o mínimo de higiene. Essa elite, mal-pensante mas instalada na vanguarda, vive em catatonia, e esquece que a música de hoje, antes de ser servida ao escrutínio dos ismos, pertence à dimensão espiritual da vida. Como tal, identidade é superior a um acorde bem tocado, imagem sonora superior a qualquer teoria biliosa. A música de Conan Osíris tem uma carga de autenticidade e individualidade extremas. Embora Adoro Bolos tenha, colocando-se em perspectiva perante o universo gigantesco da música alternativa, essa marca de água excepcional que é um território só seu, desconcertante, é bom que o Tiago tenha sempre em mente que não inventou a roda - acrescentou-lhe uns raios, pelo menos na música feita em Portugal, disso estou certo. Quando ouvimos a música do Tiago, podemos cair na tentação de ficar fascinados pela voragem original que lhe dá aportes diversos, pelo culto. Seria uma pena se ele entrasse em guerra com quem lhe é avesso, chamando-o de superficial, circense, um etc. de nonsense, porque o fenómeno Conan Osíris é muito superior a essa guerra do "falem mal, falem bem, mas falem..."

12 março 2019

never, ver, do

stop the dance.

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(e eu é mesmo, gostar de mexer-me sozinha, os meus movimentos, que em par, nisto das danças, sempre fui)

autóctone, endémico,

expliquem-me isto(s), sff.

11 março 2019

esta porta com a caixa de correio no bolso esquerdo da saia precisa de uma linha de poema, de uma prosa breve, de um postal vindo de paragens com cheiro a campo


(Johnny Be Goode)


A arte já sabemos nasce
da imperfeição das coisas
que trazemos para casa
com o pó da rua
quando a tarde finda
e não temos água quente
para lavar a cabeça.

(José Miguel Silva)

06 março 2019

Victoria

a minha gigante pequenina: 1 ano, luminosa!

05 março 2019

não sei se feliz (o médico diz que sim), se infelizmente, sou um dos casos

Que, pelo lado materno da família, atingem a menopausa muito tarde.
E, veja-se a ignorância (quase geral, incl. a minha), esta é antecedida por uma fase pré-, na qual a fertilidade existe.. assim, como, por ex., aos 14 anos, o que não dá com nada, principalmente na fase TPM, quando nos apetece partir tudo e mais alguma cousa que reste. Acontece.

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Maravilhoso, quando o metro e noventa, enfim, aos 29, e eu, jantamos juntos :)

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Poderei oferecer-lhe com os dedos uma azeitona na boca e engravidar?

03 março 2019

02 março 2019

parece que anda tudo cansado (moi incl.), mas

aquilo que me apetece é dançar - for reasons - em casa, na rua,

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(dedicado)