29 julho 2017

provavelmente, não a melhor cerveja do mundo, mas seguramente um dos textos mais honestos que alguma vez aqui escrevi

Não alinho em hashtags, desafios, questionários, etc. Não alinho em aliados, não alinho em favores, não alinho em alinhamentos. Sinto-me, nesta altura da minha vida, mais do que nunca, independente. Quem veio viver comigo, há alguns meses, sabe-o bem (falta-lhe dominar o ciúme, totalmente injustificado, coisa que deixei de sentir e só aconteceu por ter trabalhado arduamente a minha cabeça). Não necessito de amigos à força da rede, necessito de gente. Limpa, independente, sem colagem a coisas que parecem pessoas necessitadas de hashtags.


damas e cavalheiros

"Fugas", eu não leio o "Fugas"

Falávamos disto, esta tarde. Não senti jamais necessidade de ler, mas precisei de espiolhar, claro,   calma - tamanha aberração, seria como ler cousas como as tendências de moda, a papa porreira, eu sei lá.

28 julho 2017

Luísa de Camona (cont.)

Por mim, esmagava-a com mimos, mas diz que não pode ser, donde, ela morde-me.

Até amanhã.

"fare il portoguese"

não, essere é muito mais belo, e eu nem tenho terra, já o disse (e sempre que me perguntam de onde sou não tenho resposta, há muitos anos, mas vivo bem com isto de não ter resposta).

reencontro com uma das, muito seguramente, 5 pessoas mais fortes da minha vida na última década, aquela que passei aqui

Voltou de uma ilha a milhares de quilómetros, numa tentativa de recuperar o marido, com aquilo que sucede após um avc. Tem a minha idade, sempre foi uma desbocada deliciosa, frontal como poucos, trabalhadora incansável, sem preconceitos. Só percebi, lá na esplanada, quando gaguejou, Nem sequer percebi o lado imobilizado, foi a porcelana quem me disse que não mexe o braço, muito mal a mão. Despedi-me com abraço pelas costas, daqueles apertados, e beijos no rosto, e o título supra. Chorou, pela primeira vez vi-a chorar, mas tenho a certeza que vai recuperar.

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Falava esta tarde, antes de rever a Z., o quão conturbados estão estes tempos. Não os considero nem sinto, devo dizê-lo, malignos, antes transitórios, como aprendizagens, para todos, não somente para os mais fortes, aqueles que, como nós, passaram por tormentas quase impossíveis de ultrapassar.

É nisto que acredito: ultrapassar, quando nem sequer penso muito em termos de futuro: se ainda aqui estou, foi por (ter que) aprender, com imensa dificuldade, a viver um dia de cada vez. E os dias não estão fáceis, mas vamos continuar a aprender, por sabermos que não são iguais: cada dia é um dia, ponto

27 julho 2017

felizmente, existe quem tenha descoberto a pólvora

bem sei, não tenho valores, tenho pedras: seja

Se o Pedro Mexia regressar à bloga - e se é que não anda por aí, nos entretantos dos afazeres de Estado de Sítio (his favorite place) - não voltarei a lê-lo. Penso que é escusado explicar o porquê. Cousas acontecem que marcam irremediavemente um lugar, uma pessoa, a falta de confiança, exactamente aquilo de que se queixou, durante anos, defraudando quem o leu por conta do mesmo, aparentemente aquilo que sempre lhe foi feito e por conta do qual tanto sofreu/escreveu (riscar o que não se perceber).


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Os alienígenas somos nós, ponto, compradores de blogues e cidadãos eleitores.

26 julho 2017

handle with

tanto cancro na família, tanta separação & dificuldade de aproximação, na família, tanto incêndio afectando a vida (também) toda de tão boa gente, tanto cheiro a queimado, tanto sofrimento alrededor, sei de facto de onde me vem a calma.

25 julho 2017

o inferno,

para quem mantém a calma, é uma mistura de angústia (silenciosa) e descargas de adrenalina, estas últimas sentidas somente no dia seguinte. Estou há aprox. 6 meses a sentir isto, mas sou uma pessoa calma, pelo que as minhas estimativas, no calendário, terão aprox. um lapso de 15 anos.

As labaredas que vi ontem e hoje, já as vejo há décadas, de facto.


22 julho 2017

E depois, depois...

Nascemos a chorar e com alguma, muita, sorte encontramos o amor. Já posso morrer em quieto desassossego...

21 julho 2017

eu é que não tenho a V. vida,

logo, vou dormir, que isto de desempregar o dia 12 horas a fio com 5 assuntos em simultâneo pode não me cansar fisicamente, mas o meio neurónio em funções começa a exercer os seus direitos inalienáveis.

Calem-se, por favor :)

ainda, e sempre, sobre a miscigenação, a Beleza

F., o namorado da Nigga, tem ascendência portuguesa, brasileira, africana, alemã, espanhola (ah, os reis católicos!, aqueles queridos), francesa, italiana e indiana.

Falo-lhe - precisa de trabalho com contrato para obter a cidadania, de preferência, dupla - das vantagens de iniciar um portfolio para apresentar às agências de modelos (o meu irmão mais novo poderia fazê-lo, de graça) e fico absolutamente estarrecida com a resposta humilde que recebo: distribuir publicidade/trabalhar nas obras é igualmente importante. É dinheiro, paga as contas. 


Para quem me põe do avesso sem me amarrotar.

https://www.youtube.com/watch?v=1L9Zr0O5SqM

Fez não sei quantos anos ontem que o Lucien partiu para parte incerta. Aposto que anda a aspirar valentes linhas de coca com o avô.

Resultado de imagem

20 julho 2017

uma cousa, duas, tão estranhas quanto tristes: felizmente, as ervas

Ler, com excessiva frequência, críticas violentas sobre as pessoas que optaram por regimes alimentares alternativos, quando muitas dessas pessoas alertam, de facto, alertam simplesmente para a riqueza alimentar das ervas ditas daninhas, por exemplo, que são actualmente vendidas a preços estupidamente elevados e podem com facilidade ser colhidas em Portugal (em quaise todolla terra) , mas sempre fugindo das bermas de estrada, pois estas são pulverizadas com pesticidas pelas câmaras municipais.

Escabechem-me.

Petinga torturada post-mortem em casa para além de pedofilia culinária leva a pessoa de bem a ímpetos desvairados como dormir na varanda ou no jardim do vizinho. The odor, the odor...
Acho graça a certas muletas linguísticas e "em todo caso" é uma delas. No meu, estando provisoriamente zarolho, o que me obriga a socorrer-me do meu cão guia emprestado pela ACAPO, e que dá pelo apropriado nome de Luís Vaz, para escrever estas merdas que vos chegam (pobres criaturas) a coisa é demorada. Sem mais delongas: o etc. é o descanso dos sábios e o refúgio dos ignorantes. Agora, mesmo que não mo permitam, vou dar banho ao fiel amigo. Não, o pulguento já está aviado agora é o bacalhau para a janta...

These things happen.

19 julho 2017

uma certa puerilidade:

continuo a achar que não tenho muito mais a dizer, principalmente a quem me conhece/lê, mas estou errada, profundamente errada.

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não preciso de férias, preciso de uma vida alhures. Uma coisa à qual se possa chamar vida. Uma coisa onde não se pense em futuro e heranças, a família rica e a família pobre, onde a família rica que pede ajuda emocional à pobre, não cobre.

facts are: gosto de lutar, mas por razões,