Tinha já decidido (a decisão até vem de longe, tomada em concílio familiar: prendas de natal, só para as crianças e a nossa mãe, os extremos, e agora existem só 3: as belas e doces gémeas, Miss L. e Miss S., este ano em terras de Sua Majestade, e a minha bela e doce V., aqui, amoramoramoramoramor)
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Sendo que a minha mãe viajou com a mania da morte em Fevereiro passado, considerei adequado e gentil o gesto de presentear - a meu modo - o mano e a mana dela que vivem, bem como a mulher - minha madrinha de nascimento - do mano mais novo, também em viagem para algures há já 6 anos, também com a mania da morte.
Para cada casa, 3 saquetas de sementes: girassol vermelho, equinácea, estrepes.
Esta família necessita de gestos. E bebés, mas quanto a estes não posso, nem devo intrometer-me junto dos jovens em idade dita 'núbil' (jamais me intrometeria em tamanha decisão).
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(entretanto, vou subtraindo suculentas e cactos em jardins alheios e terrenos baldios para envasar e colocar no parapeito das janelas da casa ou para o jardim do senhorio; a amoreira também cresce linda e verde, teremos amoras no tempo delas; a estacaria de alecrim rejubila, creio que começaram, as estacas, a perceber da necessidade das raízes: tratar-se-á de uma memória?)
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(todos eles, mãe, a sua mana e os seus dois manos adoraram sempre jardins com flores, eu herdei pelo lado paterno: cactos, ervas, suculentas, dragoeiros, arbustos, palmeiras, etc.)