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20 agosto 2016

. salão de fumo .





ainda no corredor ouço aquela voz e sei que já chegou. é tão curiosa, esta parecença com billie holiday.
entro, sento-me num canto e acabo de ouvir a sua despreocupada, imprudente, temerária, negligente, ousada, irreflectida, descuidada, indiferente e estouvada (são alguns dos adjectivos que encontrei para a tradução de “reckless”…) versão deste velho standard de bessie smith. quando termina sorri e pisca-me o olho enquanto cyrus chestnut, o seu fabuloso pianista, acende o cachimbo com a tristeza de quem sabe ser impossível tornar este azul ainda mais irresistível.