Acordei em sobressalto, a campainha (que me lembra as sirenes dos estaleiros onde trabalham, no mínimo, 1893 pessoas) em modo de toque contínuo. Era a tia oitentas e as sete e vinte da manhã, frescas, e ainda um saco com courgettes, alfaces, tomates e dois alhos franceses do caralho. Ainda em stress, tentei dormir, o que consegui, durante duas atribuladas horas de pesadelos, sem necessidade de despertador para o almoço com partida às 11h30. Desta vez correu bem, conseguimos mesa no exterior, com aquela vista para a ribeira, a garça perscrutando as águas, os plátanos e meia dúzia de pardais aos quais atirámos migalhas. No regresso, dormi até (esta parte não conto, é de um exotismo a raiar o impossível). Tem corrido melhor sempre que vai a N., que deixa o tio oitentas num registo imbecil ali pelos 28 anos.
Saímos à noite, sem as gerações do antes e do depois, e eis que me apercebo dos traumas todos da infância com repercussão na vida emocional e sexual da minha geração. Dei uma aula pequenina: mínimo de contacto, 5 horas. O resto, fica para a imaginação individual, para a alegria do contacto.
Senti-me assustada com aquilo que ouvi. Afinal, as pessoas adultas (a maioria) adora sexo, vê-se que continua a ser assunto tabu e, no entanto, não mexem uma palha (ainda se a fumassem, mas nem isso!) pelo prazer. O prazer é ainda uma matéria do género bretanha, um enchimento de ideais, de conta bancária recheada, de viagens ao litoral e à neve, devidamente calendarizadas. Tudo é rotina.
E o corpo, onde está o mais tocante e tocável de cada um de nós?
Saímos à noite, sem as gerações do antes e do depois, e eis que me apercebo dos traumas todos da infância com repercussão na vida emocional e sexual da minha geração. Dei uma aula pequenina: mínimo de contacto, 5 horas. O resto, fica para a imaginação individual, para a alegria do contacto.
Senti-me assustada com aquilo que ouvi. Afinal, as pessoas adultas (a maioria) adora sexo, vê-se que continua a ser assunto tabu e, no entanto, não mexem uma palha (ainda se a fumassem, mas nem isso!) pelo prazer. O prazer é ainda uma matéria do género bretanha, um enchimento de ideais, de conta bancária recheada, de viagens ao litoral e à neve, devidamente calendarizadas. Tudo é rotina.
E o corpo, onde está o mais tocante e tocável de cada um de nós?