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11 janeiro 2019

lamento*, mas

o que me tem apetecido é ocupar o tempo (quase todo, até aqui) falando, pormenorizando, dizendo do jardim, aquele pedaço de selvajaria com um ar de ordem aparente.Nos últimos dias encontrei, na meia hora do tempo para almoço que reservo para a minha fotossíntese, um arbusto lindo, baixinho, desconhecido (de nome, comum ou científico, mas que abunda por estes campos) que, claro, trouxe (consegui-o com as raízes), além de outro de carqueja (filha da puta, quem diria que a bandida, uma fedelha com cerca de 15cm de altura, tem um caule grosso como um paio, além de encafuado nas terras praticamente até ao núcleo da dita, a singular e portando maiúscula? - quase tive um AVC para a retirar e cheguei a cair, nos entretantos de a mudar de apartamento) e a bela murta (um pé pequeno, sem frutos, pronto para regressar a outras terras).

Achei também, num baldio, uma cesta antiga e intacta, torta, como gosto, com meia coroa de musgo, linda para colocar as pinhas que vão para a lareira.


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(as minhas necessidades estão a mudar há anos, não sei se a simplificar-se ou, pelo contrário, a depurar-se (ou isto redunda no mesmo?), no meio de tanto lixo % luxo que nos cerca, sobrevoa, até, cada vez mais, tornando obsoletas as cousas mais belas, obrigando-nos a esquecer, ou a nem sequer ver, a tremenda beleza de um terreno baldio  de beira de estrada, ou mata adentro, minas d'oiros).


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* não lamento coisa nenhuma, you know me, sinto sim um regozijo, um prazer enorme nisto de observar, caminhar, oxigenar-me, (re)colher, plantar, vencer as orquídeas & rosas alrededor.