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22 março 2019

Ó, não vão já tomar o anti-histamínico



(absolutamente)

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(furto dedicado às minhas filhas, que sabem que jamais as infantilizei)

25 fevereiro 2019

em dias de extremo cansaço* (não, amores, não é da intensa produção literária!), o bem que sabe

Ler, em desancar, determinadas figuras do designado meio leiterário, principalmente, porque, quando dele se fala/escreve/ilustra, já não é de meio que estamos a falar/escrever/ilustrar/ler, antes, sim, de um pódio execrável de poderosos da vida airada. 


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(e dela, já por aqui desanquei bastas vezes, de tão insuportável que se tornou, ao longo dos anos, mesmo já o sendo no início dos anos, ou lá o que é: venham as ilustrações, para quem souber desenhar)


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tudo somado:

1 dia de férias + folga de fim-de-semana + folga por encerramento semanal do sítio
= limpeza da lareira, jardinagem intensiva, ajuda à madrinha com a recolha das centenas de ramos (estou tão esgadanhada como se tivera lutado com um felino de grande porte), carregar mobiliário por uma escada abaixo, depois outra escada acima, cozinhar para um quase regimento, mais, muito mais)

A literatura é isto, também, ou principalmente feita disto, as cousas comezinhas...

15 janeiro 2019

algumas pessoas têm pais isto & aquilo, respeitáveis,

o meu, desrespeitoso, foi um Bond, James (e o que aprendemos, sofrendo, com ele?), não só respeitável como respeitoso (ai o isqueiro!!!).

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(e não, não existe paradoxo algum, no que vos concerne, quanto à leitura: o paradoxo está-me, e aos meus irmãos e irmã, reservado)

11 outubro 2018

mais casamentos

Dia 11 de Outubro é o dia internacional das raparigas (ONU, 2011)  mas é também o dia a partir do qual as mulheres deixam de receber. 
A desigualdade salarial em Portugal corresponde a uma perda de 58 dias de trabalho remunerado para as mulheres. 
Começamos, hoje, a trabalhar só para aquecer. 
Olhem à vossa volta! Vejam a quantidade de mulheres com que se cruzam em situação laboral. A condutora do autocarro, a funcionária do café, a funcionária da escola, a professora, a porteira, a segurança, a funcionária da limpeza, a colega do lado com menores hipóteses de progressão basta recordar o dia da entrevista em que lhe perguntaram se tencionava engravidar, uma chefe que ganha menos do que o homem com quem partilha funções...Agora, imaginem o vosso dia sem elas.
&
11 de Outubro é o Dia Internacional das Raparigas, mas é também o dia a partir do qual trabalho sem receber.
A desigualdade salarial entre géneros em Portugal corresponde a uma perda de 58 dias de trabalho remunerado. Significa isto que, em média, pelo simples facto de ter nascido com útero, ovários, vagina, as mulheres a desempenharem as mesmas funções que as outras pessoas que nasceram com pénis e testículos são penalizadas. São mais exploradas. Vendem a sua força de trabalho por um valor inferior.
Além de todas as outras opressões que acrescem a esta, tão simples e tão óbvia, se as mulheres forem pobres, se não forem brancas, se forem imigrantes, se tiverem uma orientação sexual diferente da normativa...
A maior parte das famílias monoparentais dependem do salário de uma mulher, que permitimos ser inferior ao que devia, perpetuando o ciclo de desigualdades particularmente penalizador para os mais pobres.
Não somos o sexo fraco. Não somos menos competentes. Não temos menos formação nem menos capacidades. Não somos pessoas de modo algum inferiores. Porque aceitamos ser tratadas como trabalhadoras de segunda?
Até quando vamos - todos nós, pessoas - permitir que um género seja tão descaradamente, tão violentamente subjugado e remetido para um lugar secundário e acessório na sociedade e no mundo laboral?
Porquê? Até quando?
 

casamentos

05 maio 2018

abaixo tudo isto!

Diz o Henrique:

Por todos os camaradas que neste dia estão a dar o litro, a troco de salários miseráveis pagos por empresas gananciosas com administradores avarentos e insensíveis.

E eu acrescento:

Por toda a gente que, com raras folgas - usadas para limpar a casa, tratar da roupa, das burocracias de merda, sob pena de cairem nas nossas costas coimas de bradar do alto da mais alta montanha - está a dar o litro a troco de salários miseráveis, pagos por empresas e um Estado (que é uma empresa de empresas feito...) de  ilustres gananciosos com administradores avarentos e insensíveis e filhos de uma grande puta de rede de interesses pessoais e de grupos fechados de amigos.

28 outubro 2016

arranjos pedidos

Não.

 (não recordo quando, talvez dois anos) pediram-me para fazer um workshop (as minhas articulações digitais nunca mais foram as mesmas, devo dizê-lo, por conta dos achaques causados pela sit com e por conta da falta de vaidade) sobre arranjos florais. Falar de arranjos florais, na minha óptica (chamem-lhe o que quiserem, eu também), é como coleccionar coisas, estar casada a passajar as camisas dele, enfim, a fazer-lhe as malas de estadia.

Não.

Eu, misturo elementos, objectos, coisas, colo-os à situação, não faço arranjos florais. Nunca fiz (o prazer que sinto desapareceria).

20 julho 2016

Alexandre

Queria escrever isto em francês, sei que o conseguiria, mesmo enferrujado, mas foi em francês que falei com o meu priminho de 9 anos. Precisei de lhe pedir que me olhasse olhos  nos olhos, e ele olhou. Disse-me que é um imbecil, que não é inteligente. É autista. Pedi-lhe que me repetisse que é inteligente e lindo e diferente, que todos somos. Negou tudo, depois aceitou, se o pai lhe emprestasse o telemóvel,o que não aconteceu. Chamei-lhe manipulador e expliquei-lhe o que isto significa, voltou a dizer que é une bête, eu a dizer-lhe que o pai não é tonto,

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(seguramente, uma das crianças mais inteligentes que conheci até hoje)

25 março 2016

off & on the record

O famoso artigo (agora tão nas lides) consagrando, na UE, que qualquer ataque a um país é, por inerência, cometido nos outros (palavras minhas). A sagrada desunião começou muito antes, com a exploração de uns por uma minoria de outros, na UE, repito.

Sendo eu uma cidadã, além de portuguesa, europeia, pergunto-me sobre isto de um Algarve sistematicamente pejado de europeus do Norte (não falo dos residentes, que lhes faz bem ao reumático e ao golfe) quando eu não posso sequer encher o depósito do carro (3 vezes, pelo menos), ou enfiar-me nos vários transportes públicos para lá chegar e permanecer por um fim-de-semana que seja, mas isto digo eu, que o que vejo sempre, em primeiro lugar, é pelo lado positivo...


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E tenho a minha conta de Algarve, já agora. O que me falta, mesmo, é viver condignamente aqui, onde estou, e já.

08 março 2016

serviços mínimos

Fechou lá o lugar do desemprego dos dias e terá fechado (suponho que, já que somos, lá no lugar do desemprego dos dias, os enteados) a White House, por mor da saída do Xerife, que (não poderia recandidatar-se) vai de abalada para outros voos, embalado pelos ventos partidários.

Antes, um convite: maravedis para uma prenda de despedida e lanchinho.

Recusei ambos, lanchinho e maravedis para a prendinha. Hoje, anunciei oficialmente que não compareceria e ofereci-me para assegurar serviços mínimos, desde que mais alguém (uma outra pessoa bastaria) estivesse presente. Zero.

Ao lanchinho & a tudo: hip nicles, que tenham muitos hics batatóides.

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É que nem dá gozo uma tarde de folga por conta disto.

07 fevereiro 2015

on having been a tour guide

Saudades dos ciganos, dos presidiários inimputáveis, dos mestrandos de arquitectura com medo das cobras, dos directores de museus, dos meus japoneses, dos secretários de estado, dos doutorandos, daquela Irmã da sopa dos pobres, dos anónimos interessados, dos colegas em viagem de estudo, do holandês louco, de tudo.

23 agosto 2014

algumas pessoas são surdas, donde,

ou pagam a pensão de alimentos de'lA conforme acordado, em tempo, ou vai-lhes um advogado à perna em Setembro.

21 novembro 2013

dona de casa


Estou tão enjoada que bem podia dormir por 2 semanas. Infelizmente não posso, tenho rendas para pagar.