12 janeiro 2020

Tornou-se impossível,

de há uns anos a esta parte, ir lá fora fumar um cigarro (aos 'colegas' e 'chefias' digo que vou fumar um charro/um charuto/o que calha) sem jardinar, colocar as pedras de xisto caídas no seu encaixe no muro, acariciar a lavanda e as ervilhas-de-cheiro, apanhar lixo dos canteiros, pontapear um ou outro fruto antigo do liquidambar ou uma bolota de carvalho americano, anafada. São pequenos devaneios ambulantes sem grande préstimo para a instituição que me fazem carícias de cima a baixo, eleVanDo-me. 

4 comentários:

João Lisboa disse...

"um ou outro fruto antigo do liquidambar"

Falas, pois, de uma árvore caducifólia pertencente à família Altingiaceae, cujos frutos são pequenas cápsulas que se reúnem em glomérulos espinhosos de uns 3 cm de diâmetro e sobre longos pedúnculos, encerrando cada cápsula 1 ou 2 sementes aladas, não é verdade?

alexandra g. disse...

Precisamente, cousa boa de homo sapiens sapiens, na versão masculina, com inteligência muito, mas muito acima da média, um humor altamente corrosivo e de acidez agradável ao palato intelectual, uma sensibilidade de excelência, uma presença virtual de tal modo invulgar que se vê absolutamente a olho nu.

Verdade :)

João Lisboa disse...

:-)))

Gaja Maria disse...

Cenas que descambam em rotinas. Das boas 😀