07 janeiro 2020

se, aqui, não gostarem deste meu texto, nunca mais vos falo

Uma natureza recta é uma natureza doente, profundamente doente. Uma alma imutável, uma vontade com um único horizonte confunde-se rapidamente com uma não-vontade, uma alma enferma em decomposição emocional. Sem alteridade, tudo se torna um-só putrefacto, tudo é mentira doente.

A Deus o que é de Deus, aos homens o que é dos homens. Deus não vem, através do espírito, sentar-se todos os dias connosco, tomar um café, e dizer que nos quer limpos. Não. Ele ama-nos tal como somos, pobres e contestatários, muitas vezes sem noção da vocação tremenda para a qual estamos destinados... Deus baixa aos homens, em certos espíritos, para manter a fé e perseverança num futuro pressentido, intuído, nunca revelado... o resto é a estória da histeria desses espíritos, suas razões vitais, lógicas, que não podem ser confundidas com as nossas razões.

É justo mentir, reproduzir no íntimo as ilusões naturais do mundo que nos é dado viver, sem prejuízo dos outros, é necessária a malícia no espírito, conhecer os limites, estar perto da loucura permanente. Ir até ao outro. É perder-se... é conhecer-se na felicidade... nas lágrimas e derrota... a história do mundo não é a do Paraíso... o Paraíso é a história da imaginação, da mente, da biblioteca, dos imortais segredos que se partilham no sexo...

Caminhar, esperar exclusivamente numa senda de luz, num jardim de delícias, esperar o amante bocejante e miraculoso, tudo isso é uma mentira pregada pela Igreja e por espíritos absurdos e ignorantes, da qual, a Igreja hoje começa a estar ciente, por meio de algumas vozes...

4 comentários:

alexandra g. disse...

"Deus"?
Nunca mais me fales, então, tamanho o desrespeito, Diogo.
Eu sou ateia, já o sabes, mas respeito quem tem o seu credo, desde que não ande por aí a lançar bombas.

De certo modo, lançaste uma bomba:

- devolvo-ta.

____________

P.S- - eu sou aquela gaja/filha que disse um dia à sua mãe que se colocaria na mira do tiro se acaso a atacassem pela sua fé (mãe boa*). E posso garantir que morreria por ela............eu, a a ateia.

Diogo Almeida disse...

É falta de respeito falar sobre Deus neste blogue???

Estamos mal, então. :)

Ninguém obrigou ninguém a gostar deste texto, claro. O título é brincadeirinha, caray. Não pescas nada. :P

alexandra g. disse...

Pesco, sim, bastante mais do que tu, criada por um ateu e uma católica praticante.

Daria o peito às balas por qualquer um deles, pai, mãe.

Brincadeiras, zero!

Diogo Almeida disse...

OMG. :)