15 janeiro 2020

on suffering, and i wasn't even born

Saio do desemprego dos dias e vou ao bar do costume. Passa um filme com uma tempestade marítima tremenda. Lembro-me daquele episódio na história de vida do meu pai, dado como morto, toda a tripulação, a nave de guerra, desaparecida.

Muito tempo, nem imagino o que terá sentido o meu avô, outro filho morto. Mas apareceu, aportaram em Plymouth, uma festa, o meu avô doce voltou a ter o seu filho, forte, grande.

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Imagino, bastas vezes, aquilo por que terá passado, o meu pai. O gajo no convés que fotografava tornados a menos de uma milha marítima. Creio que não terá sentido medo ou, se o sentiu, estaria preparado para morrer, tantos meses num Oceano, perdido. E tantos outros episódios.

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Sinto isto porque sou igual.

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