Nunca quiseste o imponderável,
nunca que a carne rebentasse?
Que a noite fosse suficiente,
que os nossos dedos se separassem?
Nunca quiseste afundar no amor pela forma,
nunca que o teu retrato te pareça selvagem no espelho?
Que me esquecesses e a minha seiva absoluta,
que as árvores te mostrassem a eternidade?
Nunca quiseste amar outro tão ardentemente,
nunca que o altar do sexo cantasse sem nome?
Que a melodia que não te sai da cabeça saísse,
que o longe fosse aqui?
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