04 abril 2019

apesar das posições que, politicamente assumiu, ver o resto, há que

18 comentários:

Diogo Almeida disse...

é. é um bom filme, para quem tem pouco nervo e espírito de vanguarda. marina-rumina bem bem no estômago.

porém, prefiro escrever poesia, falhando, do que comer a obra do Eastwood.

alexandra g. disse...

sempre és um esquisitinho, caraças, que há dias eras mais romances!
:P

Diogo Almeida disse...

o problema é este: a poesia tem uma maior qualidade musical. e eu sou todo música. se devo alguma coisa a alguém, é à música e à poesia. estranhamente, é raro gostar de ler poesia. acho o poeta, enquanto pessoa/artista, uma coisa... as pessoas que têm este instinto, refinado, esta ligação ao cosmos, esta sensibilidade, por aí, acho-os incríveis. mas sim, é raro suportar ler poesia, com algumas excepções, nem que seja para me inserir.

será do quê esta minha aversão pela leitura de poesia??? :)

alexandra g. disse...

essa aversão, diria, na minha ingenuidade :) de considerar, alguns anos depois da leitura de tu, que estás fodido: és um poeta :D* mainly, i'd underline.

alexandra g. disse...

(em fase de recusa :)

Diogo Almeida disse...

oh meu Deus, obrigado obrigado obrigado... :) *

alexandra g. disse...

mau, se é com divindades, enuncia assim:

- Oh, meus deuses, obrigado obrigado obrigado... :) *

__________
(não tens de quê :P)

Maria Eu disse...

Estou no vejo, não vejo...

Carlos Natálio disse...

Eastwood em algumas coisas propõe uma visão romantizada, instalada (fácil, se quiserem) da vida. Contudo, ele compõe com os Lars von Triers, Gaspar Noés desta vida. É, chamemos-lhe assim, o "controlo de velocidade" destes.

alexandra g. disse...

Tutu,
tu te refères à quoi/qui, précisement? :)
the movie?

Carlos,
tu estás para o cinema como o Lisboa para a música, no que à crítica concerne: ambos honestos, extraordinariamente cultos, sem olhar a potenciais dores alheias, quando escrevem: em ambos, uma sensibilidade tão luminosa que chega a cegar quem vos lê :)

Maria Eu disse...

Oui, le film!

Diogo Almeida disse...

ainda que não considere uma perca de tempo, não vejas o filme do Eastwood, Maria. vê antes o novo de Bilge Ceylan, sempre é mais airoso... :)

e, Alexandra, os deuses também não estão comigo nisto da minha cinefilia: vê bem: de há uns tempos para cá que meço os filmes na qualidade de «isto vai fazer perder o meu tempo precioso?», se fizer, abandono a sala, o sofá, vou, em resumo, empregar melhor o tempo. :)

mas o que se passa comigo? eu? que era tão de ver todos os filmes que me davam a ver??? :P

agora não, 15 minutos quase que bastam para saber se estou/irei perder tempo com o filme. em sala, aconteceu-me com o novo do Jia Zhangke... eu adoro partes da obra desse tipo, mas o novo...

alexandra g. disse...

Diogo,

se há cousa que adoro é perder tempo, por mor do que desejo :D
(traz-me lucidez)

______________
(e não aceito conselhos que, literalmente, 'amando-me' ao que me apetece e seja o que for: ninguém controla sem esbirros, 'homens de mão', como nas máfias/opiniões: eu, controlo o meu tempo, tanto quanto posso)

Carlos Natálio disse...

Alexandra, por falar em João Lisboa, não sei se ele se lembra, mas fui aluno dele na Escola de cinema há já alguns anos ;)

alexandra g. disse...

Carlos, que coincidência daquelas! :D
Creio que ambos foram afortunados (são, ainda :)

_________
(tenho inveja :)))

João Lisboa disse...

"por falar em João Lisboa, não sei se ele se lembra, mas fui aluno dele na Escola de cinema há já alguns anos"

Ainda não me tinha atrevido a dizê-lo (por vergonhaça...) mas tinha a ideia que sim. Agora, tenho a certeza (Kill Bill e Blade Runner)

Viva, Carlos!

Carlos Natálio disse...

Tenho boas recordações dessas aulas. Lembro-me que víamos muitos exemplos, o que ajudava e muito a abrir a cachimónia. Enfim, já tenho uma certa saudade desses tempos. Abraço!

alexandra g. disse...

(que delícia, estes dois, Carlos e João, e que privilégio assistir a este Olá! entre ambos, seguramente dos melhores pedaços de prosa & memória que já passaram por esta hospedaria :D )