Antes de florescer, o medo, é uma pequena semente. Um vulto. Principio de fruto. Um dia, sobe a seiva mesquinha, rompe o galho, surgem os estames, os pistilos soldam-se, abre-se a flor. Em menos de um fósforo desvanece-se a formosura. A dúvida instala-se de novo. Cai a flor. A maçã anuncia-se amarela. Não é a mão, não é o vento quem a derruba. É o voo de um insecto na névoa, o sussurro da chuva sobre as folhas, o crepitar da terra que alimenta as raízes.
6 comentários:
as estações _)
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sabes, Man With a Chair, nesta altura/outras alturas, ignoro ostensivamente o Borda d'Água (lamento, mas) semeio o que me dá na bolha e tudo germina........
:)*
Sou absolutamente fã do almanaque,confesso. Mas às vezes acontece a terra parar.
O medo quando demasiado amadurecido convém que seja derrubado
... mas não é a mão, não é vento quem o derruba. Há-de ser o voo de um insecto na névoa... o crepitar da terra que alimenta as raízes.
não sabemos de que se trata, creio, mas tudo mudou, os séniores da vila dizem-n, tabém, vindimando em Agosto quando empre aconteceu em Outubro. Etc.
teremos nós mudado tanto assim???
Creio que não.
Mas a vida, e os seus medos, empresta sempre uma espécie de santidade à riqueza de espírito acumulada ao longo dos tempos.
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