09 dezembro 2018

provavelmente, terei deixado de me perceber (não!)

A amizade colorida é mesmo uma enorme paixão, mútua, mas sucede que ele necessita de terapia, mudança de medicação (i'm fine, thanks).

Jamais admitirei que descambe, enquanto puder religar-me a quem perceba disto. E sucede que conheço quem. .

Não faz parte de mim deixar pessoas dignas do Substantivo resvalarem pollas suas angústias, longínquas que sejam (menos ainda levarem-me d'arrasto).

2 comentários:

Anónimo disse...

Uma boa amizade colorida pode mais tarde tornar-se numa espécie de amor. Digo eu que ando nisto há onze anos. Um dia não estamos nem aí, no outro sentimos que o mais novo ainda vai trocar as fraldas do mais velho, daqui a mais não sei quantos anos...

alexandra g. disse...

Anónimo 'das dúzias',

não tenciono "andar nisto/aquilo" durante 11 anos (aahhhhhh!!!!!!!!). Gosto do fluir da cousa, etc., mas se isto acontece é por uma razão, pelo menos: não querer, de todo, agora, uma relação, assumida ou lá como se chama àquilo de mostrar ao mundo inteiro que "temos casalinho".

talvez isto suceda por não tencionar (e já aqui o afirmei) depender de ninguém, ter 'cuidador/a', enquanto me borro pelas calças abaixo e vomito no entretanto das almofadas do sofá e me babo pela blusa abaixo. Atenção: nada contra quem queira permanecer na vida assim, até ao final; eu própria o fiz, dei este apoio, amaro, cuidado, amor carregado também de compaixão a alguém demasiado importante na minha vida para sequer mencionar quem foi, mas tenho o direito, de facto, à minha decisão, que, de resto, já anunciei às minhas filhas:

eutanásia assistida ou suicídio (não lhes disse esta palavra, mas elas perceberam: não gostaram, mas perceberam).