20 outubro 2017

"i'm not a phone person"

Cunhada grande dixit e eu subscrevo, mas diga-se, será também pelo facto de ambas partilharmos uma característica comum (além de gostarmos tanto do meu mano grande, seu marido): gostamos ambas de observar, mais, observar aquilo que é designado como body language. Aprende-se muito, e a professora de décadas é ela, não eu.

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Neste exacto momento da minha vida necessito e necessitam - a few - que fale, por emoções e razões da máxima importância, mas poderia, sinto-o, permanecer em silêncio durante semanas, meses.

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(foi-se, paizinho, a metralhadora, não me reconhecerias, aliás, já a não reconheceste, aos 18, mas existe ainda quem necessite tanto de metralhar que deixou de escutar, observar)

4 comentários:

alfa17 disse...

Olá Alexandra.
Por vezes acordo com uma palavra ou frase na cabeça, e hoje foi assim: "Preciso de pensar".

Não hoje, por algum motivo especial, mas como quem precisa de rezar, por exemplo, para que algum sentido "exista".

(o difícil é concretizar-se isso quando à primeira dúvida já temos cem mil metralhadoras apontadas, metralhadoras cheias de certezas ancoradas em verdades absolutas, dessas que já nascem connosco, como o olho do cu, dessas que nos preexistem, essas divinas, que as metralhadoras disparam em todas as direcções, sobretudo a partir de onde possam ter a maior visibilidade, a maior influência...
e parece que quem não dispõe de meia dúzia de metralhadoras prontas a disparar como resposta a qualquer acontecimento, ou acção, inclusive quando esse acontecimento ou acção é devastador, é só um banana, um atrasado funcional, um descoraçado, um empedernido, insensível desumano que deverá ser proscrito, excomungado, cuspido e, claro, metralhado. é difícil tentar pensar quando em volta se multiplicam o ruído, a histeria, as metralhadoras incessantes. porque eu sei que não só é mais profícuo como prazeroso quando não pensamos sozinhos, mas é cada vez mais difícil, e tanto mais, parece-me, quanto prolifera a selvajaria social em rede. lembro-me muitas vezes de um texto de escola com o título "achas que sabes pensar?". é que não nascemos ensinados, mas em não querendo aprender, o mais certo é virar-mo-nos para as metralhadoras)

LK

Susana Rodrigues disse...

Hoje venho deixar dois abraços.

O primeiro é para a alexandra (esta noite sonhei com bebés e quase de certeza que foi por tua causa! desejo muitas felicidades a esse bebé :-))

O segundo é para a LK. De facto, uma das repercussões negativas das catástrofes é o risco de começarmos a virar as metralhadoras em direção uns aos outros, tão horrorizados nos sentimos com a catástrofe em si e tanto precisamos de metralhar alguém. Ou alguma coisa.
Por isso é que fica o abraço, porque compreendo o desabafo. Eu também tenho precisado de pensar.
:-)


João Lisboa disse...

Espera lá... só agora é que percebi... tu estás a caminho de ser... ... GILF?... Lindo!

:)*

alexandra g. disse...

3 abraços e, devo dizer, muitos beijos, eu gosto é de beijos :)))****************