28 julho 2017

reencontro com uma das, muito seguramente, 5 pessoas mais fortes da minha vida na última década, aquela que passei aqui

Voltou de uma ilha a milhares de quilómetros, numa tentativa de recuperar o marido, com aquilo que sucede após um avc. Tem a minha idade, sempre foi uma desbocada deliciosa, frontal como poucos, trabalhadora incansável, sem preconceitos. Só percebi, lá na esplanada, quando gaguejou, Nem sequer percebi o lado imobilizado, foi a porcelana quem me disse que não mexe o braço, muito mal a mão. Despedi-me com abraço pelas costas, daqueles apertados, e beijos no rosto, e o título supra. Chorou, pela primeira vez vi-a chorar, mas tenho a certeza que vai recuperar.

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Falava esta tarde, antes de rever a Z., o quão conturbados estão estes tempos. Não os considero nem sinto, devo dizê-lo, malignos, antes transitórios, como aprendizagens, para todos, não somente para os mais fortes, aqueles que, como nós, passaram por tormentas quase impossíveis de ultrapassar.

É nisto que acredito: ultrapassar, quando nem sequer penso muito em termos de futuro: se ainda aqui estou, foi por (ter que) aprender, com imensa dificuldade, a viver um dia de cada vez. E os dias não estão fáceis, mas vamos continuar a aprender, por sabermos que não são iguais: cada dia é um dia, ponto

1 comentário:

Maria Eu disse...

Haja dias. Haja a nossa gente. Tudo se vencerá!

Beijo repenicado, alexandra do g. :)