09 agosto 2016

inevitabilidades do pensamento, em modo de vazio inconsequente

Ter a minha mãe a lançar críticas às minhas filhas, diariamente, e a mim, que estou sempre em festas quando a atendo. Logo eu, que passo duas semanas sem sair de casa após a chegada do desemprego dos dias mas agora, honestamente, não dá. A casa é um forno, sair é imprescindível. Os dois únicos cafés que frequento têm música no interior e no exterior e eu sinto-me bem sozinha (e sei quando e onde posso), como me pode apetecer companhia (e sei quando e onde posso).

Agora, as festas. Dada a quantidade de oragos das povoações em redor, sim, poderia frequentar inúmeras festas, aprox. desde o mês de Abril, mas não as frequento, não existe nelas absolutamente nada de apelativo para a pessoa que vos escreve.

Desliga-me o telefone na cara.

Amanhã, regressaremos ao 679043º round. Uma animação. Tão agradável quanto a dominação do meu pai, que agora (!) passou para a voz dela, repetindo q.b. a submissão de uma vida inteira.

Obviamente, estou assoberbada de culpas. Não ter baptizado as meninas é uma das primeiras, mas a lista é infindável. O facto de ser mulher não é alheio a nada disto.

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