24 julho 2016

sobretudonada

Tem alguns anos a, provavelmente única, conclusão à qual cheguei: as minhas pessoas são maioritariamente silenciosas, não faladoras compulsivas como eu fui a maior parte da vida, e permanecem vestígios, dependendo do interlocutor. Parece-me bem, correcto, limpo: também eu preciso de silêncio, há anos. Aquilo de ficar ao lado e não ter necessidade nenhuma de dizer seja o que for, é coisa bela. A escrita tornou-se, portanto, excelente substituta. Não sinto, sequer, necessidade de telefonemas, nada de voz, excepto com as meninas, com as quais tenho absoluta necessidade de faladura, e elas são (quase) sempre sem redundância, muito exactas.


2 comentários:

Maria Eu disse...

Entender os silêncios é um acto de amor.

Boa noite, miúda :)

alexandra g. disse...

sans doute, Tutu :)