O tio apanha-me na rua, quando chego a casa. Toca-me, estupidamente, na barriga, e pergunta pelos meses. Erro, já deveria conhecer-me. Respondo-lhe em anos: 21 e 18, com o orgulho do tempo e das pessoas que daqui saíram. agora que, de certa maneira, ultrapassou a morte da tia e não tem filhos, sente-se elegante e rico e poderoso. Despeço-me com um não tenho medo da idade, gosto da minha barriga, é sinal de que elas aconteceram, não temo a velhice.
4 comentários:
Linda, tu! :)
:)
e sofrida, mas dou-lhe porrada todos os dias e ele cala-se/concorda :)
Deselegante esse teu tio.
Muito deselegante, este meu tio, caro Belmondo, até a minha mãe desejou ter cá estado para lhe passar um sermão (é a matriarca e, provavelmente, a única pessoa que ele respeita, todo o planeta incluído).
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