N., a empregada da tia oitentas (esta, a minha madrinha) domina precariamente o português, sorte a sua (ela sabe), apesar de o filho de 9 anos ter nascido aqui, no ano em que cheguei. À resmunguice e intolerância da tia responde com trejeitos de quem não entendeu, mas sabe dar resposta, as coisas são feitas, bem feitas, aliás, e com ligeireza.
As primas insistiram hoje para que lanchasse connosco. Acedeu, ligeiramente contrariada, e fez questão de lavar os pratos antes de sair. Enquanto preparávamos o lanche, as primas no refresco, ela na loiça e eu na limpeza de talheres, perguntei-lhe, no meio do ruído habitual de críticas-petardo em múltiplas direcções, como se diz amor em ucraniano. Enganou-se e respondeu-me em russo (sabemos porquê), palavra extraordinariamente parecida com o primo inglês. Rimos, após o esclarecimento, e responde depois em ucraniano, acrescentando que não é a única palavra para o designar, com um sorriso.
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(há dias, encontrou-me na esplanada e fez-me confidências das críticas da tia sobre mim, pedindo sigilo; também aqui manterei sigilo sobre as críticas, mas percebi nela a necessidade de proteger, que partilho)
As primas insistiram hoje para que lanchasse connosco. Acedeu, ligeiramente contrariada, e fez questão de lavar os pratos antes de sair. Enquanto preparávamos o lanche, as primas no refresco, ela na loiça e eu na limpeza de talheres, perguntei-lhe, no meio do ruído habitual de críticas-petardo em múltiplas direcções, como se diz amor em ucraniano. Enganou-se e respondeu-me em russo (sabemos porquê), palavra extraordinariamente parecida com o primo inglês. Rimos, após o esclarecimento, e responde depois em ucraniano, acrescentando que não é a única palavra para o designar, com um sorriso.
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(há dias, encontrou-me na esplanada e fez-me confidências das críticas da tia sobre mim, pedindo sigilo; também aqui manterei sigilo sobre as críticas, mas percebi nela a necessidade de proteger, que partilho)
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