23 julho 2016

gente, mesmo gira

Chego à esplanada com os primos. Mesas, zero, mas reparo num casal com uma mesa vazia ao lado, cadeiras e tudo. Abordo-os e pergunto se a mesa está/vai ser ocupada. Que não, já estava ali, que posso levá-la, e acrescentam que posso levar o bebé no carrinho. Faço sinal aos primos, levamos a mesa e as cadeiras e regresso, exigindo o bebé. Brincamos uns minutos (par delicioso) e vou sentar-me. Meia hora depois alguém me toca no ombro e escuto um adeus. A meu lado, um carrinho com bebé dentro. São eles, rindo deliciosamente. Levanto o lençol que cobre o bebé, um buda magnífico, refastelado, silencioso. Agradeço-lhes com um até sempre, segurando o carrinho. Desatamos numa gargalhada colectiva, mais do que gira, rara.

E o que eu gosto desta forma de ser, de estar, das gentes? É que nem sei explicá-la.

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A lil' gal nigga ficou encantada com o buda. A porcelana não estava presente, pelo que aposto que o budinha seria nosso, agora. Trêscontradois, certo?

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Não me aborreçam. Quando uma pessoa é maternal, é maternal, e não há nisto nada de pieguice, menos ainda de sofrimento. Ainda estou para perceber o baby blues, ainda que entenda toda a teoria.

3 comentários:

Maria Eu disse...

Apetece beijá-los dos pézinhos às mãos rechonchudas!!!

Manel Mau-Tempo disse...

enquanto dormem são toleráveis...

alexandra g. disse...

Tutu,
O buda era bastante apertável e beijocável e assim. Uma pena que não mo tenham mesmo oferecido, estava-se mesmo a ver que cuidaria bem dele :))

Stormy,
São sempre toleráveis, mas isto sou eu a dizer, que me apaixonei pelas minhas antes mesmo de as ter visto :)