09 julho 2016

diseurs, diseuses

Não sei se trema com os milhentos assuntos que me atormentam, se com isto de andarem pessoas  (uma delas, mui querida desta e nesta hospedaria) declamando polla bloga.

Tem anos, até bolor, isto de eu abominar aquilo de dizer poesia.

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Foda-se. É que, com prosa, coiso (a voz, sim, claro) , muito bem.

A poesia é feita para o silêncio interior, jamais para a montra. 

19 comentários:

Maria Eu disse...

Txiiiiiii! Eu também disse!!! Não te zangues, não?

alexandra g. disse...

raramente me zango e, quando acontece, is for reasons :)

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p.s. - não frequento, desde há uma semana, o bar do meu amigo e isto deve-se à estupidez perseverante, à futilidade da namorada, que já não consigo sequer cumprimentar (e ele sabe...).

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se não me declamarem para cima, tudo ok :)*

alexandra g. disse...

acho, Tutu, que este projecto/ideia, aparentemente comunitário, tem qualquer coisa de perigosamente fútil e até voyeuresco:

o que é uma voz que não mostre as palavras, até ao projecto/ideia?

uma ideia, um projecto?

e depois?



Maria Eu disse...

Talvez seja fútil, sim. Mas não deixa de ser engraçado conhecer a voz daqueles que gostamos de ler. :)

alexandra g. disse...

e não deixa de ser verdadeiramente um estudo de caso a forma como, 'finalmente', se associam vozes a 'pessoas'.........................


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(já conheci gente com uma voz débil, por uma ou várias razões, absolutamente inebriante)

Maria Eu disse...

Claro que uma voz não diz da pessoa. É apenas uma "graça". :)

alexandra g. disse...

querida Tutu,

o que nós queremos são pessoas inteiras, não vozes..

alexandra g. disse...

Tu não me digas que não tenho "graça" que marcamos já aqui sessões semanais colectivas de porrada (com banda sonora de diseurs/diseuses :PPPPPPPPPPPP)

Maria Eu disse...

Tu não tens apenas graça, melheri! Tu és o máximo!

alexandra g. disse...

quando nos conhecermos, face to face, levas um beijo na boca :)

No Meu Quarto Andar Sem Cave disse...

Eu acho que vais ter que dar muitos beijos na boca :))

beijocas às duas :)

Cuca, a Pirata disse...

Ahahah
Já estava à espera deste post!
:)
A poesia, como sabes, foi feita para ser dita, não para ser lida em silêncio. Foi assim distante muitos séculos e aguentou-se lindamente. Ha-de sobreviver incólume a essa brincadeira do Pipoco Mais Salgado. Foi uma ideia divertida e parece-me que ainda não tinha sido feito.
Não alcanço o perigo a que te referes. Sobre a futilidade da coisa ... bem... adoro coisas fúteis, defenderei até ao limite que a futilidade é o sal da vida e assim.

Cuca, a Pirata disse...

(E agora, só para te chatear e porque já percebi que o assunto te enerva, informo que vou ali estender-me na praia. Com mar e tudo)

xilre disse...

Eu diria que o declínio (sim...) da poesia está associado ao facto de ter deixado de ser "dita." Mais poetas lessem os seus poemas em público e teríamos certamente outra, e melhor, poesia. Não tanta, talvez, mas melhor.

Diogo C. disse...

Porque não entras na corrente, G.? Porquê???

BUAH!!!

Maria Eu disse...

(em segredo, digo-te que tenho por costume ler a poesia de que mais gosto em voz alta. é musical) :)

alexandra g. disse...

Cuca Laruca,

espero que te enchas de pulgões d'areia e que uma-gaivota-voava-voava te ofereça dos céus um presente, preferencialmente na testa :P

Mr. X, Cuca Laruca,

aos 16 anos já eu escrevia textos com palavrinhas como 'aedo', tááá?
quero lá saber quais são as origens, eu gosto de transformação :)

Todos,

um beijo na boca :)*

Cuca, a Pirata disse...

Não há pulgões de areia nas praias do sul! Só mar calmo e quentinho e essas coisas.

alexandra g. disse...

Cuca,

então, boa canja... :P