nunca é demais lembrá-lo, e estou-me nas tintas para as críticas: je vous le jure, nunca vi o meu pai nadar na praia, nunca, sequer estender-se numa toalha (apostaria que nunca a teve e, se a teve, recusou-a ). Tudo o que sempre vi foi ele mergulhando para longe, ali aprox.pelas duas horas, sempre (há anos que penso nesta necessidade dele de silêncio, de isolamento) e jamais o ouvi criticar banhistas em trânsito, estival. Sabia o que devia respeitar, mas era um dinossauro, na crítica. Sobre a alienação, por exemplo. A dependência, que não passa de uma ficção.
4 comentários:
Há coisas que escreves sobre o teu pai que me revejo e muito :)
beijoquinha e saudade sis
beijinhos para todos :)
Voltaaaaaaa!!
Gosta-se do teu pai!
Beijos, alexandra do g. :)
minhas lindas,
durante o tempo da escola, quando se falava de pais, eu ficava sempre calada, não havia como, nem por onde, explicar que ele lia, que dizia que a televisão servia para mastigar as ideias e servi-las como se não tivessemos cérebro, que era importante comer a fruta/legumes da época e não outra/outros (já existiam conservas), que me esclarecia dúvidas no inglês (que só aprendeu na Marinha, em idade adulta), que era tão exigente/disciplinador quanto meigo, quando tinha os filhos doentes. Que adorava desenhos animados e ria como um puto. Que já era grisalho, que parecia o pai dos pais de todos (e o orgulho, nisto? :)
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p.s. - circunstâncias recentes actuaram como detonador da memória dele, é isto.
p.p.s. - gracias :)
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