28 junho 2016

W.

Parece um norueguês cruzado com lado ibérico. Tem pose, caminha com uma elegância rara, escreve muito enquanto observa o portátil, come queijo de cabra como se não houvera amanhã, bebe principalmente cerveja, alheia o olhar a tal ponto que cremos que a cafetaria tem no tecto carregado de fungos pelo menos um décimo do Cy Twombly, vagueia elegantemente pelas ruas, fala pouco.

Yet, aquele que eu quero, a milhares de quilómetros, é um mestre em todallas artes. E é bom enfrentá-lo, desde logo no estacionamento, apalpá-lo, mexer-lhe, tem mais 9 anos, transpira Sul, a Norte, por todos os poros, uma coisa parecida com igualdade, mas em melhor, chama-se individualidade. Ainda me pergunto como se seduz um criaturo assim. 

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