22 junho 2016

não sei se dance, se caia obliquamente, se me babe, ajudem-me

Imaginem uma alexandra que sai do desemprego dos dias e decide, tamanho o calor, que irá beber na esplanada a sua primeira cerveja preta do Verão. Senta-se e aflora sem grande empenho o jornal mais à mão. Tem um desejo crescente, irreprimível, de ver aparecer no horizonte o inglês.

É inglês. A aparição acontece dez minutos depois, cumprimenta-me a 100 metros, continua a caminhar como se tivera uma urgência qualquer, regressa, - hi, Alex!, entra no café. Entro 2 minutos depois para trocar de jornal e pergunta-me, quando me preparo para regressar à esplanada, - can I join  you for a while? Sinos, saxofones, a revolução, - be my guest!

Meia hora de conversa ininterrupta, muita curiosidade (mútua). É inglês, está mais bronzeado ainda, deixou de novo crescer a barba e os caracóis soltos, grisalhos, a mesma roupa que parece ter perdido a cor ao Sol, cinzas claros e azuis, um boné.

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Continuemos junto do gramofone (estou a adorar as escolhas), mas cedam-me aí um recipiente de diâmetro considerável e um lençol: não sei se me babe ou se me babe.

Talvez me babe.

5 comentários:

No Meu Quarto Andar Sem Cave disse...

Baba-te muito mas de babete para ser com estilo :)

Maria Eu disse...

Sôfrega! :p

alexandra g. disse...

oh caneco, o que ele mexe comigo :)

Ava Pain disse...

O babete, Alex, the great, o babete, dear. Don't forget it.

alexandra g. disse...

O que é um babete? :))