27 junho 2016

enquanto dormem

observo os meus pés, gosto deles, até dos calcanhares que, por via de umas alpercatas belíssimas por € 13,00, em P&B, calçadas um único dia, ostentam, actualmente, feridas vivas.

Lembrei-me dos meus 16 anos, quando caminhava descalça pela rua, e do artigo que li hoje (JN?) sobre a inclusão dos ciganos.

nós, onde nos incluiremos?
É que, por mim, andaria descalça a maior parte do tempo, desgrenhada, soltando palavrões, roubando adonde mais me aprouvesse, que isto não é ordenado que dure para lá do dia 17 do mês, partindo sapos, como a bela meia cigana da curta.

A diferença? Não sou bela, não cheguei a cineasta, não sou cigana. Mas sinto tudo isso em mim: a beleza, o cinema, a ciganagem.

3 comentários:

Diogo C. disse...

Casa comigo, caray!

Maria Eu disse...

O sentir é que vale!:)

alexandra g. disse...

Diogo, não caso nada, estou fartinha de casamento dos calcanhares feridos até à ponta ondulada dos cabelos. Vai ver de loiras no fb :P

Tutu, sans doute! :*